domingo, 20 de maio de 2012

Crónicas Doces

Gosto imenso de receber amigos em casa! seja qual for a finalidade, gosto sempre de os ter por perto e gosto de saber que se sentem à vontade naquele que é o meu lar. A sensação é muito agradável quando percebemos que eles se sentem também em suas casas. Confesso até que gosto bem mais de cozinhar para os outros do que apenas para mim. Cozinhar só para nós não tem tanta graça... a dedicação e cuidados podem ser os ideais, mas se só nós é que vamos conferir o resultado final, a actividade em si deixa de ser desafiante. Pelo contrário, quando queremos impressionar alguém ou deixar aos nossos amigos a mensagem de que são sempre bem-vindos e que apreciamos a presença deles, encarnamos a personagem. Colocamos uma toque blanche invisível, como um bom Chef de cozinha e pomos as mãos na massa com a maior das vontades! 
O engraçado é que nem sempre a coisa corre bem! Uma noite destas decidi fazer um bolo de chocolate para servir de sobremesa ao jantar para um grupo de amigos da faculdade. Pedi a receita a uma amiga que faz um bolo de chocolate óptimo. Para meu espanto era mesmo fácil !! Pus mãos à obra: bati os ovos com o açúcar, adicionei a farinha já misturada com chocolate, e no fim juntei um pouco de óleo. Se até aqui tudo correu bem, o que poderia correr mal ? Pois é, mas correu..!!! A junção de um forno antigo sem indicação das temperaturas, a uma forma demasiado alta e falta de jeito da cozinheira, fizeram com que o meu primeiro bolo de chocolate se tornasse antes em "qualquer coisa demasiado queimada e desmanchada, tudo menos um bolo de chocolate, que não pode ir assim para a mesa". Não queria acreditar que tanto amor e carinho tinham culminado "naquilo"! Mas eu queria muito servir uma sobremesa feita por mim e também não queria ter de deitar "aquilo" fora (deitar comida fora não faz parte da lista de coisas que consigo fazer). Iniciei então uma operação de extracção da casca dura e preta que não teria qualquer tipo de aproveitamento. À minha frente ficou apenas o miolo dividido em vários bocados, cada um com o seu tamanho e feitio, de tão desmanchada que estava "aquela coisa". Heis senão quando, provei o patinho feio que escondia um sabor maravilhoso (estava mesmo bom!) e, tive uma ideia!! Cortei então "aquilo que se tinha aproveitado" em bocadinhos (que supostamente deveriam ter a forma de cubos) e preparei um creme de chocolate delicioso com o qual baptizei todos os bocadinhos ! Brûlé foi o nome que eu escolhi, porque  teve a sua origem num bolo "queimado" e porque aquela obra-prima merecia um nome francês para lhe dar um toque de requinte.
Afinal todo o meu amor e carinho tinham compensado. Os meus amigos gostaram e eu fiquei tão satisfeita com isso.. 
Mas agora estou tramada ! Esta semana, a minha casa vai ser palco de mais um jantar e eles querem que eu faça Brûlé. E o estranho disto tudo é que o mais entusiasta é filho de uma pasteleira! Das duas uma, ou ele não é nada esquisito ou estava mesmo bom.

Talvez desta vez me saia um Bolo de Chocolate!

domingo, 13 de maio de 2012

Aconteça o que acontecer...

Tenho tanto para te dizer que uma vida inteira não chegava.
Que todos somos únicos e irrepetíveis, não é novidade. Mas tu trouxeste-me a certeza de seres algo mais. Confesso que acho um pouco assustadora a tua capacidade de me leres tão profundamente como se me ouvisses sem eu ter falado. Adivinhas as minhas expressões e pressentes a minha chegada. Sinto-me nua diante desses teus olhos profundos. Mas não me quero cobrir, de maneira alguma. Porque não há nada mais gratificante do que saber que consegui, em tão pouco tempo, uma amizade assim... Parece amor, no seu estado mais puro.

Aconteça o que acontecer nas nossas vidas, tu vais sempre pertencer à minha. Se o destino nos separar os caminhos, leva contigo a certeza que nunca me esquecerei de ti.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Frequências

Voltaram as terríveis dores de cabeça! felizmente (ainda) em sentido figurado. São as tão queridas frequências que nos deixam a cabeça em água. A primeira a sair na rifa foi Processo Penal. Ando numa dança saltitante entre arguidos e assistentes, Ministério Público e Juízes de Instrução Criminal. 
E a fome que isto dá? É que com tanto criminoso por aí à solta uma pessoa tem de estar bem nutrida para conseguir analisar bem o processo sem ter nenhuma fraqueza...

Por estes lados as 3 palavrinhas mágicas não têm faltado.