Gosto de citações. Gosto de citar autores que com pouco dizem muito. Gosto de ler uma frase, identificar-me e deslumbrar-me.
Então aqui fica uma deliciosa:
"Quem perde os seus bens perde muito, mas quem perde a coragem perde tudo!" - Cervantes
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Mariposa
"Sou a mariposa bela e airosa,
que pinta o mundo de cor de rosa,
eu sou um delírio do amor.
eu sou um delírio do amor.
Sei que a chuva é grossa, que entope a fossa,
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!"
que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar, por favor!"
(Deolinda - Passou por mim e sorriu)
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Estado de Sítio
Vivemos num país que perdeu o
norte! As mais recentes notícias sobre a contratação de enfermeiros a € 3,96 à
hora deixam qualquer um fora de si. E não, isto não se trata apenas de um
problema de classes. A verdade é que os enfermeiros são trabalhadores
licenciados, grande parte com especializações e pós-graduações, alguns deles
até com mestrados e quiçá doutoramentos. Investem na sua formação por conta
própria sem nenhuma perspetiva de evolução de carreira ou mesmo a nível salarial.
Em condições normais já são mal pagos se pensarmos que ao trabalharem por
turnos prejudicam a sua qualidade de vida a médio e longo prazo e também porque
são um grupo de risco permanentemente expostos a todo o tipo de bactérias infeciosas.
Estes pobres coitados já andam há uns anos a lutar pela igualdade de tratamento
salarial uma vez que a lei estipula o salário base de € 1200 (aproximadamente) para
qualquer licenciado que trabalhe para a função pública, mas na aplicação da lei
os sucessivos Governos insistem em não considerar os enfermeiros. Mas a
vergonha dos € 3,96 não é só um problema dos enfermeiros. E não faço esta afirmação por se ter sabido que também os
nutricionistas contratados para centros de saúde estão a receber
propostas de igual valor. Digo que esta vergonha não é só da conta dos
enfermeiros porque se nada se fizer dentro de breve será uma onda generalizada
de desconsideração pela formação superior. Somos a geração mais qualificada que este país já viu crescer e simultaneamente os mais mal-tratados! Aqueles que cresceram a ouvir "estuda filho, se queres ser alguém na vida" estudaram. E agora?
Ou está tudo louco ou então sou só eu que não estou formatada para aceitar tamanha barbaridade!
Ou está tudo louco ou então sou só eu que não estou formatada para aceitar tamanha barbaridade!
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Relações (des)amorosas
Mais tarde ou mais cedo acabamos por
perceber que todas as relações são "abertas". Parece ser uma
qualidade inalienável, irrevogável de qualquer relação. Para o bem ou para o
mal, "não há tranca que segure os deslocamentos da vida".
Um relacionamento tem o seu valor pelo que
ele efectivamente é, na sua vivência. É uma parvoíce achar que um
rótulo vai salvaguardar ou dar origem a alguma coisa. Quem diz rótulo diz uma
postura ou uma "proibição", um comportamento imposto. Na hora da verdade
se existir algum sentimento retraído ele permanecerá imune a qualquer disfarce
(mesmo que não seja manifestado). Não importa o quão curta é mantida a
rédea, se ela tiver de quebrar, quebra. E pelo contrário, se nos permitirmos ser
livres, haverá a certeza de que a entrega ao outro é o mais pura possível. A
certeza do vínculo é muito maior.
Já ouvir dizer "não tenho margem para
erro". Parece que precisam de seguir um modelo de conduta imposto por
sabe-se lá quem, para se certificarem de que tudo vai dar certo. Olham para a
relação como um projecto, e direccionam-se para atingir o objectivo final em
vez de desfrutar a relação.
É normal que se façam esforços para evitar
o que possa ser desagradável, mas as pessoas preocupam-se demais em acertar e
muito pouco em viver, serem elas próprias sem limitações, desperdiçam o prazer
de viver uma relação livre de qualquer condicionalismo. São estas imposições,
umas ditadas pela hipocrisia outras pelo parceiro tirano, que estragam logo
tudo. Uma pessoa que inicia uma relação já a dizer que não pode errar e
inclusive a limitar o seu campo de actuação com outros, está desde logo a dar
um tiro no pé. A menos que seja capaz de viver o resto da vida a interpretar um
papel. Não se está a permitir "viver". Minha gente, entendam que
errar é humano. Achar que podem ser perfeitos ou que um relacionamento é
perfeito é viver no mundo da fantasia. E é justamente essa conduta que atinge o ponto vital das relações.
Na ânsia de controlar, colocam o carro à frente dos bois e definem formatos de relações para garantir segurança, enquanto ironicamente evitam a exposição ao contacto com o exterior, sem garantias. Os verdadeiros vínculos são mantidos por pura naturalidade e relaxamento.
Uma relação é uma comunhão, em que se compartilha com o outro o nosso caminho, espaço, as ideias, sentimentos e momentos, não é uma burocracia, onde se tem de cumprir um roteiro pré-estabelecido (muitas vezes imposto). Daquela forma a relação pode ser vivida com mais leveza. É Preciso entender que o outro é uma pessoa, e que anda pelo mesmo espaço de liberdade que nós temos quando estamos sozinhos, e que uma vez juntos esses espaços de liberdade (de um e de outro), eles deveriam ampliar-se ainda mais e não se restringirem. Mas restringir a liberdade do outro porquê?? Para quê?? Para que haja uma manutenção e durabilidade que atenda as nossas pequenas expectativas de controlo? Pequenas porque como disse elas são inúteis. Não temos nem nunca teremos poder sobre o outro porque é de uma pessoa que se trata.
"A nossa liberdade acaba quando começa a do outro", sempre ouvi dizer. Quando limitamos a liberdade do outro porque achamos que temos direito a isso, estamos a ser ridículos! Demonstra egoísmo, sentimento de superioridade, tudo menos amor. Isto é achar que o outro é menos que nós.
Ao meu lado quero alguém livre. Livre para se relacionar com quem quer que seja, para sentir o que o coração mandar sentir por quem quer que seja. Livre para estar comigo porque é isso que quer, e livre para ir quando deixar de querer.
terça-feira, 3 de julho de 2012
maré de sorte #3
E já passava das 5 horas da madrugada quando o trabalho ficou finalmente pronto. Aquela excitação toda apoderou-se de mim de tal maneira que parecia que tinha o diabo no corpo. Fazia tudo menos escrever algo de produtivo que me permitisse concluir o trabalho e envia-lo ao professor. Era suposto ser enviado com 24 horas de antecedência para que pudesse ser lido e analisado com atenção e eu estava a enviar apenas a 4 horas da oral. Já não esperava que o trabalho fosse tido como entregue mas ainda assim decidi envia-lo.
Deitei-me para dormir duas horas mas não dormi mais do que uma. Às 6h da manhã ainda a minha cabeça não tinha sossegado das estonteantes notícias do dia. Andava às voltas na cama e dava por mim a imaginar situações e conversas relativas ao estágio. Lá adormeci. Quando o despertador toca às 7h30 o meu primeiro pensamento do dia não foi dedicado à oral que iria fazer foi sim um continuar da excitação do dia anterior. Parecia que tinha tomado speeds e que o efeito ainda não tinha passado, estava eléctrica!
A oral não me correu bem! Certamente arrisquei em mostrar a minha discordância com a posição do regente mas ali ensinam-nos a ter um pensamento critico e essa lição eu aprendi-a bem. Não é suposto seguir uma orientação doutrinária sem perceber porquê. Tanto a divergência como a aceitação têm de ter um fundamento. Não somos máquinas de ler leis, felizmente aquela faculdade forma juristas! Mas tinha de arriscar! Estudei aquela matéria, pensei sobre ela, e cheguei a uma conclusão. Era essa conclusão a que tinha chegado que eu tinha de expor na oral, independentemente de ser diferente da opinião da regência. No entanto, não foi isso que me correu mal, fiquei com a sensação de que, uma de duas, ou não me estavam a entender ou eu não me estava a conseguir explicar. Quando questionavam e criticavam as minha palavras, diziam o mesmo que eu tinha acabado de dizer mas como se tivessem a discordar de mim.. em suma: grande confusão. E quando uma oral termina com «mas obrigado, na mesma, por ter vindo» é certo e sabido que foi em vão.
O J. fez a sua oral de melhoria a seguir a mim. No fim estávamos ambos convictos que não iríamos subir a nota. Eu já estava a recuperar do desalento que senti ao abandonar a sala quando os professores aparecem no corredor e dizem as notas. Subi 2 valores !!!! Boa!! Boa!! Era aquela a nota que queria e menos do que aquilo não me iria satisfazer.
Quando as coisas têm de correr bem, elas correm mesmo. E assim no espaço de dois dias, três boas notícias que justificaram a abertura de uma reserva que o meu pai lá tinha por casa. Ficará sempre na minha memória a cara da mãe e do pai orgulhosos da sua filha já licenciada.
Venham mais dias assim..... !!!! *
Quando as coisas têm de correr bem, elas correm mesmo. E assim no espaço de dois dias, três boas notícias que justificaram a abertura de uma reserva que o meu pai lá tinha por casa. Ficará sempre na minha memória a cara da mãe e do pai orgulhosos da sua filha já licenciada.
Venham mais dias assim..... !!!! *
maré de sorte #2 - entrevista
Depois de tanta azafama estava já na biblioteca a conseguir alguma concentração para terminar o trabalho escrito para a melhoria do dia seguinte quando o meu telemóvel começa a vibrar. Era um número fixo. Da última vez que atendi um número fixo o assunto era a marcação de uma entrevista para estágio, por isso o coração voltou a acelerar quando atendi a chamada. Era a HR da sociedade. Mais uma boa notícia: ligaram para confirmar a minha disponibilidade para iniciar o estágio. Sim Sim !!! Claro que sim !!!
Mais uma boa notícia! Os dias assim parecem sonhos, dos quais não queremos acordar.
Esta história foi um tanto ao quanto caricata. Para começar, eu que ando sempre com o telemóvel atrás de mim na biblioteca deixei-o em cima da mesa quando fui ter com o J. para ele me passar os livros que tinha estado a consultar. Voltou comigo para me ajudar a carregar tanto calhamaço e ficamos a conversar no corredor, quando a minha querida M., que POR ACASO decidiu naquele dia vir estudar comigo, diz "O teu telefone está a vibrar". Apressei-me para atender. Era um número fixo. Nunca atendo números que não conheço mas agora andava à espera que me telefonassem de um qualquer número que eu não conhecesse em resposta a alguma candidatura. Atendi e era mesmo comigo que queriam falar. A Dr.ª identificou-se e identificou a sociedade, disse que estavam a iniciar o recrutamento e perguntou se ainda estaria interessada ao qual eu respondi afirmativamente. A entrevista ficou marcada para terça às 6h30 da tarde... percebi eu.
Terça feira foi um dia para esquecer de tanta que era a ansiedade. Aquela ansiedade da primeira vez, de querer com todas as forças que corra bem, que gostem de mim, porque dali pode resultar uma excelente oportunidade. Cheguei as 6h10 e quando entro na sala de reuniões a Dr.ª pergunta «Então, o que aconteceu? Não tínhamos combinado para as 4h30?». «NÃO!!!». Boa! Mas que excelente apresentação! A dr.ª deve ter dito 16h30 e eu percebi 6h30... Só a mim é que acontecem destas coisas.. e logo para uma entrevista! Bem, a entrevista lá se fez mas eu não saí do escritório com a sensação de que me tivesse corrido bem. Chegada a casa chorei "baba e ranho". «Porque é que nada me corre bem?» dizia eu.
Alguma vez eu pensava que em menos de 48 horas me ligavam e diziam que me queriam a estagiar com eles na data combinada? E logo teve de ser no dia em que me licenciara. Duas notícias bombásticas que me encheram o dia, e me tiraram o fôlego. Que felicidade!
Quanto ao trabalho, só consegui pegar nele com cabeça lá para a meia noite.
Mais uma boa notícia! Os dias assim parecem sonhos, dos quais não queremos acordar.
Esta história foi um tanto ao quanto caricata. Para começar, eu que ando sempre com o telemóvel atrás de mim na biblioteca deixei-o em cima da mesa quando fui ter com o J. para ele me passar os livros que tinha estado a consultar. Voltou comigo para me ajudar a carregar tanto calhamaço e ficamos a conversar no corredor, quando a minha querida M., que POR ACASO decidiu naquele dia vir estudar comigo, diz "O teu telefone está a vibrar". Apressei-me para atender. Era um número fixo. Nunca atendo números que não conheço mas agora andava à espera que me telefonassem de um qualquer número que eu não conhecesse em resposta a alguma candidatura. Atendi e era mesmo comigo que queriam falar. A Dr.ª identificou-se e identificou a sociedade, disse que estavam a iniciar o recrutamento e perguntou se ainda estaria interessada ao qual eu respondi afirmativamente. A entrevista ficou marcada para terça às 6h30 da tarde... percebi eu.
Terça feira foi um dia para esquecer de tanta que era a ansiedade. Aquela ansiedade da primeira vez, de querer com todas as forças que corra bem, que gostem de mim, porque dali pode resultar uma excelente oportunidade. Cheguei as 6h10 e quando entro na sala de reuniões a Dr.ª pergunta «Então, o que aconteceu? Não tínhamos combinado para as 4h30?». «NÃO!!!». Boa! Mas que excelente apresentação! A dr.ª deve ter dito 16h30 e eu percebi 6h30... Só a mim é que acontecem destas coisas.. e logo para uma entrevista! Bem, a entrevista lá se fez mas eu não saí do escritório com a sensação de que me tivesse corrido bem. Chegada a casa chorei "baba e ranho". «Porque é que nada me corre bem?» dizia eu.
Alguma vez eu pensava que em menos de 48 horas me ligavam e diziam que me queriam a estagiar com eles na data combinada? E logo teve de ser no dia em que me licenciara. Duas notícias bombásticas que me encheram o dia, e me tiraram o fôlego. Que felicidade!
Quanto ao trabalho, só consegui pegar nele com cabeça lá para a meia noite.
maré de sorte #1
Eu andava inquieta. Não havia meio de sair aquela nota... a única que me faltava saber para ser oficialmente licenciada em Direito. O exame correu bem por isso estava confiante de que passava mas sentia aquele nervoso miudinho de querer saber a nota, o mais rápido possível para poder comemorar.
Na véspera de uma oral de melhoria deixei-me dormir até à hora de almoço. Acho que ainda estava num estado de sonambulismo quando o despertador tocou em cima da secretária. Levantei-me, desliguei o despertador e voltei a deitar-me. Foi totalmente inconsciente, eu nem sequer me lembro de querer voltar para a cama. O cansaço desta meta final já está a pesar, já não me permite dormir apenas 4 horas por noite.
Na véspera de uma oral de melhoria deixei-me dormir até à hora de almoço. Acho que ainda estava num estado de sonambulismo quando o despertador tocou em cima da secretária. Levantei-me, desliguei o despertador e voltei a deitar-me. Foi totalmente inconsciente, eu nem sequer me lembro de querer voltar para a cama. O cansaço desta meta final já está a pesar, já não me permite dormir apenas 4 horas por noite.
Acordo assustada por perceber que já não são as horas que deveriam ser, que era suposto ser. A intenção de estudar toda a manhã não passou disso mesmo. Dirijo-me ao computador como tenho feito todos os dias, na esperança da nota já ter sido lançada na nossa página pessoal, e vou preparando o pequeno almoço simultaneamente. Nada. A página ainda não tinha sido actualizada.
Passado 30 minutos voltei ao site da Faculdade. Lá estava ela a sorrir para mim!!! A tão esperada nota de Direito Internacional Privado tinha sido lançada!!! Passei. Significa que a partir deste momento estou licenciada!! Explodi de alegria !! Fiz a festa completa, lancei os foguetes e apanhei as canas. Subi à lua e voltei. Depois fiquei desorientada durante umas 3 horas seguidas.
Esperei muito por este momento. Trabalhei muito, dediquei-me, esforcei-me e empenhei-me como se da minha vida se tratasse. É da minha vida que se trata, de facto. É o sonho de uma vida, e é toda uma vida pela frente que anseia pela continuação de todo este esforço e empenho numa carreira que eu só consigo ver Brilhante !
sábado, 23 de junho de 2012
Foi golo?
Vive-se o frenesim habitual. Chegada a hora todos têm pressa, todos querem passar. Lá vão eles, lá vou eu também. Seria um fim de tarde igual a qualquer outro, em hora de ponta em Lisboa, não fosse jogar a selecção portuguesa. Bato o pé na calça à espera do transporte que tarda em vir. Ah lá vem! Eu vou. Cheguei!Já passavam uns minutos do inicio do jogo mas ainda tinha muitos mais pela frente.
-Já marcámos? - perguntei eu.
-Ainda não! - disse ele.
-Já marcámos? - perguntei eu.
-Ainda não! - disse ele.
É sempre assim, um borbulhar de emoções, um querer com muita força e um "rezar" com mais ainda. De rabo colado ao sofá mas sem conseguir recostar-me. A ansiedade é muita e o corpo balança para a frente e para trás ao ritmo dos avanços e recuos em campo. Agora que me lembro, a maioria das vezes estive chegada para a frente de tronco debruçado sobre as pernas. As mãos, essas não sossegaram até ao golo.
-GOOOOOOOOLOOOOOOOOO!!
Gritos ensurdecedores vieram da rua porque a janela estava aberta! Mas a bola? A bola ainda ia no meio campo! Como é que é possível ser golo de Portugal, os outros já estarem a festejar e na nossa televisão a bola ainda ia no meio campo. Estávamos os três de olhos esbugalhados. Aí a pressão arterial subiu bastante, o Ronaldo voou diante dos nossos olhos e fez golo. Um Goooooooooooooooooooooloooooooooooo tão merecido!! Um golo que já devia ter sido.
É sempre assim, um borbulhar de emoções!
Desta vez ganhámos e passámos às meias-finais. Como esse povo está feliz...!!!
-GOOOOOOOOLOOOOOOOOO!!
Gritos ensurdecedores vieram da rua porque a janela estava aberta! Mas a bola? A bola ainda ia no meio campo! Como é que é possível ser golo de Portugal, os outros já estarem a festejar e na nossa televisão a bola ainda ia no meio campo. Estávamos os três de olhos esbugalhados. Aí a pressão arterial subiu bastante, o Ronaldo voou diante dos nossos olhos e fez golo. Um Goooooooooooooooooooooloooooooooooo tão merecido!! Um golo que já devia ter sido.
É sempre assim, um borbulhar de emoções!
Desta vez ganhámos e passámos às meias-finais. Como esse povo está feliz...!!!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Fantasia
Era tão bonita essa fantasia. Ela era inconstante e disfarçada em sorrisos misteriosos e em olhares controlados. Era alimentada com demonstrações de interesse e carinho. Trazia consigo uma mescla de ternura e admiração.
E eu, eu nunca deixei de ser a mesma. Continuei o meu caminho com olhos postos no futuro e em tudo aquilo que ele tem para me dar, em tudo aquilo que eu tenho para conquistar. Continuei a transbordar alegria, algo que me caracteriza, entre outras coisas. Não deixei de ser a mesma pessoa que um dia te fascinou. Mas deixei-me fantasiar, foi o meu mal. Continuei o meu caminho mas fiquei sempre aqui, no mesmo sítio, para que me pudesses encontrar quando me procurasses.
Mas agora não! Abandonei essa linda fantasia. Não a alimentes mais. Não me procures mais.
Se um dia voltares vais encontrar um lugar vazio. Vazio de mim e de tudo aquilo que tinha para partilhar contigo. Levei comigo o carinho, a ternura, a admiração e tudo o resto. Preenchem-me a vida e não ocupam espaço.
Mas a fantasia... essa abandonei-a.
domingo, 20 de maio de 2012
Crónicas Doces
Gosto imenso de receber amigos em casa! seja qual for a finalidade, gosto sempre de os ter por perto e gosto de saber que se sentem à vontade naquele que é o meu lar. A sensação é muito agradável quando percebemos que eles se sentem também em suas casas. Confesso até que gosto bem mais de cozinhar para os outros do que apenas para mim. Cozinhar só para nós não tem tanta graça... a dedicação e cuidados podem ser os ideais, mas se só nós é que vamos conferir o resultado final, a actividade em si deixa de ser desafiante. Pelo contrário, quando queremos impressionar alguém ou deixar aos nossos amigos a mensagem de que são sempre bem-vindos e que apreciamos a presença deles, encarnamos a personagem. Colocamos uma toque blanche invisível, como um bom Chef de cozinha e pomos as mãos na massa com a maior das vontades!
O engraçado é que nem sempre a coisa corre bem! Uma noite destas decidi fazer um bolo de chocolate para servir de sobremesa ao jantar para um grupo de amigos da faculdade. Pedi a receita a uma amiga que faz um bolo de chocolate óptimo. Para meu espanto era mesmo fácil !! Pus mãos à obra: bati os ovos com o açúcar, adicionei a farinha já misturada com chocolate, e no fim juntei um pouco de óleo. Se até aqui tudo correu bem, o que poderia correr mal ? Pois é, mas correu..!!! A junção de um forno antigo sem indicação das temperaturas, a uma forma demasiado alta e falta de jeito da cozinheira, fizeram com que o meu primeiro bolo de chocolate se tornasse antes em "qualquer coisa demasiado queimada e desmanchada, tudo menos um bolo de chocolate, que não pode ir assim para a mesa". Não queria acreditar que tanto amor e carinho tinham culminado "naquilo"! Mas eu queria muito servir uma sobremesa feita por mim e também não queria ter de deitar "aquilo" fora (deitar comida fora não faz parte da lista de coisas que consigo fazer). Iniciei então uma operação de extracção da casca dura e preta que não teria qualquer tipo de aproveitamento. À minha frente ficou apenas o miolo dividido em vários bocados, cada um com o seu tamanho e feitio, de tão desmanchada que estava "aquela coisa". Heis senão quando, provei o patinho feio que escondia um sabor maravilhoso (estava mesmo bom!) e, tive uma ideia!! Cortei então "aquilo que se tinha aproveitado" em bocadinhos (que supostamente deveriam ter a forma de cubos) e preparei um creme de chocolate delicioso com o qual baptizei todos os bocadinhos ! Brûlé foi o nome que eu escolhi, porque teve a sua origem num bolo "queimado" e porque aquela obra-prima merecia um nome francês para lhe dar um toque de requinte.
Afinal todo o meu amor e carinho tinham compensado. Os meus amigos gostaram e eu fiquei tão satisfeita com isso..
Mas agora estou tramada ! Esta semana, a minha casa vai ser palco de mais um jantar e eles querem que eu faça Brûlé. E o estranho disto tudo é que o mais entusiasta é filho de uma pasteleira! Das duas uma, ou ele não é nada esquisito ou estava mesmo bom.
Talvez desta vez me saia um Bolo de Chocolate!
domingo, 13 de maio de 2012
Aconteça o que acontecer...
Tenho tanto para te dizer que uma vida inteira não chegava.
Que todos somos únicos e irrepetíveis, não é novidade. Mas tu trouxeste-me a certeza de seres algo mais. Confesso que acho um pouco assustadora a tua capacidade de me leres tão profundamente como se me ouvisses sem eu ter falado. Adivinhas as minhas expressões e pressentes a minha chegada. Sinto-me nua diante desses teus olhos profundos. Mas não me quero cobrir, de maneira alguma. Porque não há nada mais gratificante do que saber que consegui, em tão pouco tempo, uma amizade assim... Parece amor, no seu estado mais puro.
Aconteça o que acontecer nas nossas vidas, tu vais sempre pertencer à minha. Se o destino nos separar os caminhos, leva contigo a certeza que nunca me esquecerei de ti.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Frequências
Voltaram as terríveis dores de cabeça! felizmente (ainda) em sentido figurado. São as tão queridas frequências que nos deixam a cabeça em água. A primeira a sair na rifa foi Processo Penal. Ando numa dança saltitante entre arguidos e assistentes, Ministério Público e Juízes de Instrução Criminal.
E a fome que isto dá? É que com tanto criminoso por aí à solta uma pessoa tem de estar bem nutrida para conseguir analisar bem o processo sem ter nenhuma fraqueza...
Por estes lados as 3 palavrinhas mágicas não têm faltado.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dia Mundial do Livro
Desde 1996 que se comemora o Dia Mundial do Livro a 23 de Abril. A data é simbólica pois neste dia morreram grandes escritores como Cervantes e Shakespeare. Para comemorar esta data a biblioteca da minha faculdade lembrou-se de oferecer livros! escusado será dizer que desapareceram num ápice. A ideia foi gira, mas mais liberal do que a tradição inicial do Dia Mundial do Livro em que era oferecida uma rosa a quem comprasse um livro.
Amanhã inicia-se em Lisboa, no Parque Eduardo VII a tão esperada feira do livro !
TENHO DE IR
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ou quê!
Hoje recebi um comentário disfarçado de pergunta que me deixou um pouco atarantada:
"Olha lá, tu agora é só marmanjos atrás de ti ou quê !?".
Ou quê! apeteceu-me responder. Então mas agora uma rapariga por ficar solteira tem de ter uma fila de loucos à porta? (Normalmente, quando se fica solteira, quer-se é distância dos elementos dessa mesma espécie. Talvez seja um ritual de "meditação" e análise dos acontecimentos para que os mesmo erros não se repitam.) Será que é isso que se pensa sobre as solteiras? Temos algum dispositivo como os táxis que mudam a cor consoante está ocupado ou disponível?
Não percebo esta gente !! Talvez não seja para perceber...
domingo, 15 de abril de 2012
O primeiro dia...
E hoje se inicia a vida de mais um blog neste imenso mundo da Internet. Eu não fazia ideia de quão difícil pode ser tentar criar um blog. Não é que seja difícil o procedimento em si, porque não é. Difícil é conseguir encontrar um nome que esteja "disponível" e que tenha, ainda assim, algo de nós, algo que nos caracterize. Parece que consegui! "books, coffee & chocolate" , não é perfeito, mas será o meu recanto daqui em diante e isso basta-me. Como estudante de Direito "books and coffee" fazem parte do meu quotidiano, sem dúvida alguma. "Chocolate" eu bem tento resistir mas a maioria das vezes é inevitável e todos sabemos como ele é tão necessário em épocas de exames.
E aqui fica a primeira publicação com uma amêndoa da Páscoa a derreter-se na minha boca.
PS- Lá está, hoje é daqueles dias em que não resisti!
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