E já passava das 5 horas da madrugada quando o trabalho ficou finalmente pronto. Aquela excitação toda apoderou-se de mim de tal maneira que parecia que tinha o diabo no corpo. Fazia tudo menos escrever algo de produtivo que me permitisse concluir o trabalho e envia-lo ao professor. Era suposto ser enviado com 24 horas de antecedência para que pudesse ser lido e analisado com atenção e eu estava a enviar apenas a 4 horas da oral. Já não esperava que o trabalho fosse tido como entregue mas ainda assim decidi envia-lo.
Deitei-me para dormir duas horas mas não dormi mais do que uma. Às 6h da manhã ainda a minha cabeça não tinha sossegado das estonteantes notícias do dia. Andava às voltas na cama e dava por mim a imaginar situações e conversas relativas ao estágio. Lá adormeci. Quando o despertador toca às 7h30 o meu primeiro pensamento do dia não foi dedicado à oral que iria fazer foi sim um continuar da excitação do dia anterior. Parecia que tinha tomado speeds e que o efeito ainda não tinha passado, estava eléctrica!
A oral não me correu bem! Certamente arrisquei em mostrar a minha discordância com a posição do regente mas ali ensinam-nos a ter um pensamento critico e essa lição eu aprendi-a bem. Não é suposto seguir uma orientação doutrinária sem perceber porquê. Tanto a divergência como a aceitação têm de ter um fundamento. Não somos máquinas de ler leis, felizmente aquela faculdade forma juristas! Mas tinha de arriscar! Estudei aquela matéria, pensei sobre ela, e cheguei a uma conclusão. Era essa conclusão a que tinha chegado que eu tinha de expor na oral, independentemente de ser diferente da opinião da regência. No entanto, não foi isso que me correu mal, fiquei com a sensação de que, uma de duas, ou não me estavam a entender ou eu não me estava a conseguir explicar. Quando questionavam e criticavam as minha palavras, diziam o mesmo que eu tinha acabado de dizer mas como se tivessem a discordar de mim.. em suma: grande confusão. E quando uma oral termina com «mas obrigado, na mesma, por ter vindo» é certo e sabido que foi em vão.
O J. fez a sua oral de melhoria a seguir a mim. No fim estávamos ambos convictos que não iríamos subir a nota. Eu já estava a recuperar do desalento que senti ao abandonar a sala quando os professores aparecem no corredor e dizem as notas. Subi 2 valores !!!! Boa!! Boa!! Era aquela a nota que queria e menos do que aquilo não me iria satisfazer.
Quando as coisas têm de correr bem, elas correm mesmo. E assim no espaço de dois dias, três boas notícias que justificaram a abertura de uma reserva que o meu pai lá tinha por casa. Ficará sempre na minha memória a cara da mãe e do pai orgulhosos da sua filha já licenciada.
Venham mais dias assim..... !!!! *
Quando as coisas têm de correr bem, elas correm mesmo. E assim no espaço de dois dias, três boas notícias que justificaram a abertura de uma reserva que o meu pai lá tinha por casa. Ficará sempre na minha memória a cara da mãe e do pai orgulhosos da sua filha já licenciada.
Venham mais dias assim..... !!!! *
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